Inclusão social é a bola da vez em Aracruz
Desde 2004 as políticas educacionais, para a inclusão de pessoas com deficiência nas escolas da rede municipal, receberam atenção maciça e investimento em Aracruz, ano em que foi criado o Centro de Referência Educacional Multidisciplinar (CREM), da Secretaria de Educação (Semed), organizado com materiais pedagógicos, equipamentos adaptados e profissionais especializados para orientar e acompanhar pessoas com deficiência auditiva, visual, física, paralisia cerebral, mental e síndrome de down.
A partir de fevereiro deste ano é que a ação intensificou, com a criação e execução do Projeto Livre para Andar, do Setor de Diversidade e Segmento de Educação Especial do CREM. O objetivo do projeto é desenvolver a autonomia de alunos com deficiência visual, para que tenham condições de locomoção pelas vias públicas com segurança e aptos a realizar atividades diárias como: uso de transporte público, fazer compras, realizar serviços bancários, freqüentar restaurantes e lanchonetes. O projeto continua no ano que vem com ações planejadas para sensibilizar e orientar a população ao respeito e à colaboração no trabalho com as pessoas que possuem essas limitações.
De acordo com as pegagogas, Adriana Azeredo e Wirlândia Magalhães Devens, o atendimento ao deficiente visual, em Aracruz, é feito com uma professora especialista e uma transcritora em braille, tudo isso para garantir o acesso e a permanência dos alunos com deficiência visual na escola regular. O compromisso com a formação do deficiente visual exige uma prática educacional voltada à compreensão da realidade social, dos direitos e das responsabilidades em relação à sua vida pessoal e comunitária.
Para a Secretária de Educação, Marilza Furieri, o projeto "Livre para Andar" é de grande importância para o município, uma vez que as pessoas com deficiência visual passam a ser vistas de maneira diferenciada. “Com o projeto 'Livre para Andar' a organização escolar incorporar em seus objetivos e conteúdos, o conhecimento e os conceitos básicos sobre a cegueira e o cego, o 'direito e a igualdade de oportunidades', o 'exercício da cidadania', que estão descritos na Constituição. Saber que o aluno com deficiência visual é igual aos demais, está sujeito a direitos e deveres e, como tal, possui a igualdade de oportunidades na construção da sua cidadania”, explicou.
Acessibilidade é outro termo que está em evidência no projeto Livre para Andar: calçadas bem niveladas, com guias rebaixadas para cadeira de rodas, sinais de trânsito com avisos sonoros para pedestres e trilhas de caminhadas marcadas em braille são ações que freqüentemente ajudam a melhorar acessos públicos para deficientes visuais. Para conhecer o projeto “Livre para Andar” ou candidatar-se ao voluntariado, o contato do CREM é: 3256-8363.
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